O tratamento cirúrgico da lesão do LCP está indicado quando há
- teste de stress em valgo de uma cruz.
- fratura avulsão com fragmento pequeno.
- aumento da rotação lateral em 30° de flexão.
- gaveta posterior de 7 mm com tíbia em rotação neutra.
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Conceito-chave
LCP isolado nem sempre precisa de cirurgia. Lesões parciais ou grau I e II isoladas frequentemente recebem reabilitação com fortalecimento do quadríceps e proteção da translação posterior. A decisão muda diante de avulsão óssea desviada, grande frouxidão posterior sintomática, luxação do joelho ou lesão multiligamentar. Uma gaveta posterior de 7 mm, sozinha, costuma ficar na faixa em que se pode iniciar tratamento conservador.
Por que girar a tíbia. O teste de rotação externa, ou dial test, compara a rotação dos pés e tíbias dos dois lados a 30 e 90 graus de flexão. Assimetria acima de cerca de 10 graus a 30 graus sugere insuficiência posterolateral; se persistir a 90 graus, deve-se investigar lesão combinada, inclusive do LCP. Uma reconstrução do LCP feita sem corrigir instabilidade posterolateral importante pode ficar sobrecarregada e falhar.
Outros distratores. Uma cruz de abertura ao estresse em valgo sugere lesão medial leve, não indicação de reconstrução do LCP. Avulsões pequenas exigem avaliar deslocamento e estabilidade; o tamanho isolado não decide a cirurgia.
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