Na osteocondrite dissecante do joelho da criança, é uma indicação de tratamento cirúrgico:
- o acometimento bilateral
- a presença de fise aberta
- a dor e a persistência do quadro por 3 meses
- a persistência do quadro após fechamento da fise
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Conceito-chave
A fise muda o prognóstico. A osteocondrite dissecante compromete o osso subcondral e pode desestabilizar a cartilagem que o recobre. No joelho, a localização clássica é a face lateral do côndilo femoral medial. Uma lesão estável em criança com fise aberta tem maior potencial de cicatrização: costuma-se iniciar com redução do impacto, ajuste de carga conforme o caso e acompanhamento clínico e por imagem.
Quando operar. Fragmento instável ou solto, corpo livre e sintomas persistentes apesar de tratamento conservador adequado são motivos para considerar cirurgia mesmo antes do fechamento da fise. Se a lesão persiste depois que a fise fecha, perde-se a vantagem biológica da osteocondrite juvenil e a indicação operatória se fortalece. Três meses de dor, isoladamente, não provam falha terapêutica; lesões estáveis com fise aberta frequentemente recebem observação por cerca de três a seis meses, conforme evolução.
O procedimento segue a estabilidade. Uma lesão estável persistente pode ser perfurada para estimular revascularização. Quando o fragmento é instável mas viável, procura-se reduzi-lo e fixá-lo. Perda de fragmento ou superfície inviável exige estratégia de restauração osteocondral, escolhida segundo tamanho, localização e maturidade esquelética.
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