A técnica de Kapandji para redução da fratura do rádio distal utiliza
- a placa volar fixada primeiro ao fragmento distal como molde.
- fios de Kirschner introduzidos pelo foco, usados como alavanca.
- fixador externo em ponte por ligamentotaxia.
- translação volar do fragmento distal pela manobra de Agee.
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Conceito-chave
Fios e pinos como alavancas. O Rockwood (capítulo 13, Direct Fracture Manipulation Techniques) descreve várias formas de manipular diretamente os fragmentos.
Joysticks. Pinos de Schanz finos (3 ou 4 mm) ou fios de Kirschner de ponta rosqueada colocados diretamente nos fragmentos, para guiá-los à posição reduzida; muito úteis em fragmentos articulares pequenos que exigem redução precisa. Dois fios dão controle em vários planos.
A técnica de Kapandji. Trabalhando diretamente pelo plano da fratura, um fio de Kirschner é introduzido através do foco e usado para distrair e girar um fragmento em relação ao outro, de modo semelhante à técnica do Hohmann (a ponta do afastador no foco, usada como pé de cabra para levar uma ponta da fratura sobre a outra). No rádio distal, esse uso de fios pelo foco é descrito como técnica de Kapandji.
Outras técnicas para o rádio distal citadas no capítulo.
| Técnica | Como funciona |
|---|---|
| Placa volar como ferramenta de redução (Eglseder) | fixar primeiro a placa ao fragmento distal, com fios guiando parafusos paralelos à articulação; depois reduzir a placa à diáfise, restaurando a inclinação volar pelo contorno da placa |
| Mini-Hohmann sob a placa | manter a placa elevada da diáfise com o afastador enquanto se coloca o primeiro parafuso cortical; fixar o distal; retirar o afastador e apertar o parafuso da diáfise, inclinando o fragmento para volar |
| Placa de suporte radial | fixada só na diáfise, para impedir a translação radial do estiloide |
| Fixador externo | redução indireta por ligamentotaxia (Figura 13-3F) |
E a manobra de Agee? Está no capítulo 10 (tratamento conservador): uma força de translação volar no fragmento distal, que permite ao semilunar inclinar o fragmento distal em direção volar, usada quando a redução fechada clássica falha.
Ligação com a prova. A banca cobra o rádio distal por vários ângulos: o tendão flexor que mais rompe com placa volar (flexor longo do polegar), a complicação mais comum da placa em ponte dorsal (rigidez dos dedos, TEOT 2025) e a profilaxia da síndrome dolorosa com vitamina C.
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