Em ensaio com placa convencional, parafusos inseridos com torque 10% a 15% menor que o considerado ideal falharam por fadiga de flexão em menos de
- 100 ciclos, contra 250 mil ciclos com parafusos totalmente apertados.
- 1.000 ciclos, contra 2,5 milhões de ciclos com parafusos totalmente apertados.
- 10 mil ciclos, contra 2,5 milhões de ciclos com parafusos totalmente apertados.
- 100 mil ciclos, contra 25 milhões de ciclos com parafusos totalmente apertados.
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Conceito-chave
Por que o aperto do parafuso importa tanto. O Rockwood (capítulo 12, Screw Failure) explica que, uma vez finalizada a montagem, os parafusos ficam sujeitos a forças cíclicas de flexão à medida que o paciente se mobiliza. Na placa convencional, o parafuso deve ser apertado contra a placa para gerar compressão suficiente entre placa e osso: a placa fica presa pelo atrito entre sua face inferior e o osso ou periósteo, e esse atrito depende diretamente da compressão gerada pelos parafusos.
O que acontece quando o atrito se perde. Se a placa desliza sobre o osso, as cargas de flexão passam a atuar perpendicularmente ao eixo do parafuso. Somadas à corrosão por tensão e à corrosão por atrito (fretting, o parafuso esfregando na placa), fazem os parafusos falharem rapidamente por fadiga (Figura 12-33).
O experimento citado. Zand e colaboradores compararam uma montagem com parafusos considerados totalmente apertados com outra em que os parafusos foram inseridos com torque 10% a 15% menor:
| Montagem | Falha por fadiga de flexão |
|---|---|
| Torque 10% a 15% menor | menos de 1.000 ciclos |
| Parafusos totalmente apertados | 2,5 milhões de ciclos |
Uma diferença pequena no aperto mudou a durabilidade em mais de mil vezes. O capítulo conclui que é clinicamente importante garantir o torque de inserção adequado, embora otimizá-lo continue sendo parte da "arte" da cirurgia.
O outro lado: espanar. Apertar demais destrói a microarquitetura do osso. Espanar é comum: num estudo in vitro, cirurgiões e residentes seniores espanaram 42% dos parafusos (15% com retorno visual do torque); em fraturas osteoporóticas do tornozelo, 37 de 42 pacientes tiveram ao menos um parafuso espanado. O método "turn-of-the-nut" sugere girar 90 a 180 graus além do contato da cabeça com a placa.
Bloqueados e parafusos pequenos. Parafusos que travam na placa minimizam esse problema, desde que totalmente apertados. Os parafusos de pequenos fragmentos falham por fadiga mais rápido pela alma pequena (2,4 a 2,7 mm); os bloqueados têm alma maior e resistem melhor à flexão, ao custo de rosca mais rasa.
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