Na placa de compressão em fratura oblíqua, fixar a placa primeiro no fragmento errado faz com que, ao aplicar a compressão, ocorra
- distração da cortical oposta, corrigida com pré-contorno.
- compressão excessiva, com necrose das bordas.
- rotação do fragmento distal.
- cisalhamento no foco, com deslocamento do fragmento.
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Conceito-chave
A obliquidade transforma compressão em deslizamento. Numa fratura transversa, uma força paralela ao eixo do osso tende a aproximar as superfícies. Num traço oblíquo, parte dessa força atua paralelamente ao plano da fratura e pode fazer um fragmento escorregar sobre o outro. O parafuso excêntrico de uma placa de compressão gera força axial, mas não elimina sozinho esse componente de cisalhamento.
A axila da placa. Para aproveitar a compressão, fixa-se primeiro a placa ao fragmento cuja configuração cria, entre a face profunda da placa e o plano da fratura, um ângulo de contenção chamado axila. Ao inserir o parafuso em modo de compressão no outro fragmento, ele é empurrado contra essa axila e se acomoda no foco. A AO descreve que, sem ela, o fragmento móvel pode deslizar e perder a redução durante o aperto.
Como evitar a armadilha. É preciso identificar a direção do traço antes de escolher o lado e a ordem de fixação. Um parafuso de tração perpendicular ao plano, quando indicado, pode comprimir diretamente o foco e a placa passa a proteger a montagem. Já o pré-contorno da placa serve para outro problema, a abertura da cortical oposta durante a compressão, especialmente em traço transverso; não corrige a escolha errada do fragmento na oblíqua.
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