No parafuso ortopédico, a resistência à flexão e o torque máximo antes de espanar a rosca são determinados, respectivamente, pelo
- diâmetro interno e pela profundidade da rosca.
- diâmetro externo e pela profundidade da rosca.
- diâmetro interno e pelo comprimento do parafuso.
- diâmetro externo e pelo comprimento do parafuso.
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Conceito-chave
Há dois diâmetros no parafuso. O diâmetro externo é medido pelas cristas da rosca; o interno, ou diâmetro da alma, mede o núcleo metálico na raiz da rosca. Quando o parafuso é submetido a flexão, é principalmente esse núcleo contínuo que resiste ao momento. Uma alma maior, mantidos material e geometria comparáveis, aumenta bastante a resistência à flexão e à fadiga.
A rosca negocia resistência e pega. A profundidade da rosca é a distância entre crista e raiz. Roscas mais profundas podem engajar mais osso e suportar maior torque antes de espanar a interface parafuso-osso, dentro do modelo didático da questão. Porém, aumentar a profundidade mantendo o diâmetro externo reduz a alma e pode enfraquecer o corpo do parafuso. Passo da rosca, densidade óssea, diâmetro do orifício e comprimento engajado também influenciam a fixação: a profundidade não é o único determinante real do torque de espanamento.
Não misturar modos de falha. Flexão é deformação ou ruptura do metal sob carga transversal. Arrancamento é cisalhamento do osso em torno das roscas quando o implante é puxado axialmente. Espanamento ocorre durante o aperto excessivo, quando a rosca perde pega no osso. Um parafuso longo pode resistir melhor ao arrancamento por envolver mais osso, mas seu comprimento não substitui a geometria da rosca na questão sobre torque de aperto.
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