Na fratura articular completa (tipo C da OTA/AO), a estratégia clássica é reduzir anatomicamente e comprimir a superfície articular, convertendo-a em fratura do tipo
- B, e então fixá-la com estabilidade relativa na articulação.
- B, e então fixar o bloco articular à diáfise com redução anatômica de cada fragmento metafisário.
- A, e então fixar a articulação com estabilidade relativa.
- A, e então restaurar comprimento, alinhamento e rotação do bloco articular em relação à diáfise.
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Conceito-chave
O que significa AO/OTA tipo C. Na fratura articular completa, não resta continuidade óssea entre o segmento articular fraturado e a diáfise. O tipo A é extra-articular; no tipo B, parte da superfície articular ainda mantém continuidade com a diáfise. Essa distinção explica a sequência de reconstrução, não apenas o nome da fratura.
Primeiro, a articulação. Os fragmentos da superfície devem ser reduzidos para restaurar congruência e fixados com estabilidade suficiente para evitar degraus e movimento no traço. A compressão interfragmentária pode formar um bloco articular único. Para fins de planejamento, uma fratura C reconstruída dessa maneira passa a se comportar como uma fratura extra-articular tipo A entre o bloco e a diáfise. Isso não muda retrospectivamente a classificação da lesão original.
Depois, a metáfise. O bloco articular é alinhado ao eixo da diáfise, restaurando comprimento, alinhamento nos planos frontal e sagital e rotação. Em cominuição metafisária, a placa pode transpor o foco, preservando fragmentos e partes moles; nessa zona é possível empregar estabilidade relativa, enquanto a articulação permanece anatomicamente reconstruída. A AO Surgery Reference descreve esse mesmo princípio ao tratar o bloco reconstruído como fratura metafisária.
A outra sequência possível. Pode-se fixar primeiro um fragmento articular à diáfise, transformando o problema restante em fratura articular parcial, tipo B. Mesmo nessa estratégia, a congruência articular ainda precisa ser restaurada. A alternativa clássica cobrada, porém, é reconstruir o bloco e então conectá-lo à diáfise.
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