Na fixação interna das fraturas, a combinação que frequentemente leva à falha é
- redução anatômica com estabilidade absoluta.
- redução não anatômica com estabilidade absoluta.
- redução funcional com estabilidade relativa.
- redução anatômica com compressão interfragmentária e placa de neutralização.
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Conceito-chave
A estabilidade precisa combinar com a redução. Em uma fratura simples, redução anatômica aproxima as superfícies ósseas. Se houver compressão interfragmentária e quase nenhum movimento no foco, pode ocorrer consolidação direta, com pouca formação de calo visível. Já em uma fratura cominutiva, dissecar todos os fragmentos para encaixá-los destrói parte de sua vascularização; costuma ser melhor restaurar comprimento, alinhamento e rotação e usar uma montagem que permita micromovimento controlado e consolidação por calo.
A combinação problemática. Quando uma fratura simples fica com uma fenda, mas recebe fixação muito rígida, os fragmentos não têm contato para a consolidação direta e a deformação mecânica pode ser insuficiente para formar calo que atravesse o espaço. A placa passa a suportar carga por muito tempo e pode falhar por fadiga. É a incompatibilidade entre redução não anatômica e estabilidade absoluta que a questão quer reconhecer. Isso não significa que toda fenda evoluirá para pseudartrose; tamanho do intervalo, biologia local e rigidez real da montagem também importam.
Duas zonas podem pedir duas estabilidades. Uma fratura articular com extensão metafisária exige congruência da superfície e fixação estável dos fragmentos articulares. A cominuição metafisária pode ser transposta por uma placa em ponte, preservando seus tecidos. Aplicar a mesma exigência de redução direta a cada fragmento da metáfise confunde o objetivo articular com o diafisário.
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