Em relação à haste intramedular fresada, a haste não fresada aumenta em cerca de 4,5 vezes o risco de pseudartrose nas fraturas da diáfise do
- úmero e, na fratura exposta da tíbia, a fresagem aumenta a taxa de reoperação.
- úmero e, na fratura exposta da tíbia, a fresagem não altera a taxa de reoperação.
- fêmur e, na fratura exposta da tíbia, a fresagem aumenta a taxa de reoperação.
- fêmur e, na fratura exposta da tíbia, a fresagem não altera a taxa de reoperação.
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Conceito-chave
Fresar modifica a estabilidade da haste. A fresagem amplia o canal medular e permite inserir uma haste de maior diâmetro, com maior rigidez e melhor contato com o osso. Também causa agressão temporária à circulação endosteal e pode levar material ósseo fresado ao foco. A escolha entre fresar ou não precisa, portanto, equilibrar mecânica e biologia.
O dado de 4,5 vezes se refere ao fêmur. Em um ensaio sobre fraturas diafisárias femorais, a haste não fresada de menor diâmetro se associou a risco relativo de pseudartrose aproximadamente 4,5 vezes maior que o da haste fresada. Esse número descreve o estudo citado, não uma previsão individual nem uma regra aplicável a todo osso longo.
Na tíbia exposta, o resultado é diferente. A lesão das partes moles e da irrigação já altera o ambiente da fratura. No grande ensaio SPRINT, não se demonstrou diferença significativa de reoperação entre hastes fresadas e não fresadas no subgrupo de fraturas expostas da tíbia. Ausência de diferença demonstrada não significa que as técnicas sejam idênticas em qualquer cenário.
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