A tração 90-90 é útil nas fraturas da diáfise proximal do fêmur porque
- permite a mobilização precoce do joelho.
- o fragmento proximal está fletido pela ação do iliopsoas.
- dispensa a passagem de pino transósseo.
- dispensa o uso de tala de apoio sob a coxa.
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Conceito-chave
A tração esquelética do fêmur. O Rockwood (capítulo 10, Traction) lembra que a haste intramedular substituiu a tração como tratamento de escolha das fraturas diafisárias do fêmur nos anos 1970 e 1980. A tração ainda é usada em partes do mundo, como primeiro socorro antes da cirurgia e para transporte, e o cirurgião deve entender sua lógica e suas complicações.
Como funciona a tração clássica. A maioria dos métodos usa uma tala sobre a qual a perna repousa, com o anel apoiado na virilha e a tração aplicada por um pino transósseo no fêmur distal ou na tíbia proximal. Na tração fixa, o pino é preso à extremidade da tala; na tração balanceada, a tala é suspensa por polias e outro sistema de polias traciona o pino, com contratração obtida colocando a cabeceira mais baixa. Após radiografia, coxins são posicionados para alinhar o fêmur, e um coxim posterior sob o fêmur distal é quase sempre necessário, por causa do arqueamento posterior (sag) causado pela gravidade.
Os seis tipos da Figura 10-3.
| Tipo | Característica |
|---|---|
| Tala de Thomas com peça de Pearson | tração balanceada; a peça do joelho é colocada em 4 a 6 semanas para mobilizar o joelho |
| Braun | polia e peso no eixo do fêmur; controle difícil dos fragmentos; com tração cutânea, ainda usada temporariamente antes da cirurgia |
| Hamilton-Russell | uma polia; a tração resultante fica a cerca de 30 graus com a horizontal, aproximadamente no eixo do fêmur |
| Perkins | tração axial por pino proximal, sem tala; controle ruim do alinhamento, consolidação viciosa comum; mobilização precoce do joelho em cama partida |
| Fisk | tala de Thomas curta com peça articulada; o paciente flete quadril e joelho puxando uma corda |
| 90-90 | coxa tracionada para cima, quadril e joelho a 90 graus |
Por que a 90-90 na fratura proximal. Na fratura da diáfise proximal do fêmur, o fragmento proximal fica fletido pela ação sem oposição do iliopsoas. Em vez de tentar trazer o fragmento proximal para baixo, a tração 90-90 leva o fragmento distal até ele, alinhando-o com o proximal fletido. Além disso, nessa posição a gravidade não causa o arqueamento posterior dos fragmentos. O capítulo informa que o método ainda é usado em fraturas do fêmur na criança.
Recomendação atual. A tração do fêmur deve ser reservada para quando não há outro método ou como primeiro socorro enquanto se aguarda a cirurgia, pela morbidade considerável: falha em manter o alinhamento, rigidez do joelho, problemas clínicos do repouso prolongado e úlceras de decúbito.
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