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Questão de Tratamento conservador e imobilização (OrtoQuestões Simulados)

Conceitos básicosTratamento conservador e imobilizaçãoOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na correção de uma fratura diafisária da tíbia em valgo pela técnica da cunha no gesso, mantém-se intacta uma dobradiça de gesso no lado

  1. medial, aplicando-se força em varo no segmento distal.
  2. medial, aplicando-se força em valgo no segmento distal.
  3. lateral, aplicando-se força em varo no segmento distal.
  4. lateral, aplicando-se força em valgo no segmento distal.
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Gabarito: A · medial, aplicando-se força em varo no segmento distal.

Conceito-chave

Corrigir sem tirar o gesso. O Rockwood (capítulo 10, Cast Application) descreve a cunha no gesso (cast wedging) como a forma de corrigir o desalinhamento angular de fraturas diafisárias tratadas com gesso. A Figura 10-12 mostra o passo a passo numa fratura da tíbia e da fíbula em valgo.

A técnica.

  1. Com radiografia ou, de preferência, fluoroscopia, localiza-se o nível da fratura.
  2. O gesso é cortado circunferencialmente nesse nível, deixando intacta uma dobradiça de 2 a 3 cm de gesso.
  3. A posição da dobradiça depende da direção da correção: numa fratura em valgo, deixa-se a dobradiça medial e aplica-se uma força em varo no segmento distal do gesso, abrindo a janela do lado lateral.
  4. Aberta a cunha, a posição é mantida até que se aplique mais material para fixá-la. Antigamente, as salas de gesso guardavam calços de madeira para manter a janela aberta enquanto o gesso complementar secava.

A lógica geométrica. Na deformidade em valgo, o ápice da angulação aponta para medial e o lado lateral fica "fechado". Para endireitar, é preciso abrir o lado lateral. A dobradiça fica no lado que não vai abrir (medial, o lado convexo) e funciona como eixo; a força em varo gira o segmento distal em torno dela. Raciocínio inverso para o varo: dobradiça lateral e força em valgo.

Rotação também pode ser corrigida, com ressalva. Teoricamente, a deformidade rotacional pode ser corrigida cortando o gesso no nível da fratura e girando o segmento, mas é fácil perder a posição, e às vezes é melhor retirar o gesso e aplicar outro.

O contexto. O capítulo lembra que é difícil manter a posição de uma fratura instável no gesso, motivo pelo qual os cirurgiões antigos definiram níveis "aceitáveis" de consolidação viciosa. Se o gesso não mantém a posição, deve-se considerar o tratamento cirúrgico. Durante todo o tratamento de fraturas instáveis, o seguimento precisa ser assíduo até o calo estabilizar a fratura, porque o desvio secundário é fácil de passar despercebido e, quando ocorre, deve ser corrigido sem demora, antes que as partes moles se retraiam.

Cuidados gerais com o gesso (Tabela 10-4). Malha tubular cerca de 10 cm além do comprimento previsto; algodão de distal para proximal, com 50% de sobreposição; proteger as proeminências ósseas; usar tala se houver previsão de edema; segurar a redução até o gesso endurecer; garantir mobilidade das articulações vizinhas; cortar o gesso se houver edema; orientar o paciente sobre as complicações, das quais a principal é o aumento da pressão compartimental, com risco de síndrome compartimental.

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