A dobradiça de partes moles íntegra, que permite manter a redução com gesso por fixação em três pontos, é mais provável nas fraturas de
- alta energia em idosos.
- alta energia em jovens.
- baixa energia em idosos.
- baixa energia em jovens.
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Conceito-chave
O gesso precisa de algo que ainda segure os fragmentos. Na moldagem em três pontos, aplica-se uma força no ápice da angulação e duas forças de sentido contrário acima e abaixo da fratura. O gesso não cola o osso nem produz, por si só, compressão interfragmentária. Uma faixa íntegra de periósteo e partes moles no lado côncavo pode funcionar como dobradiça ou tirante, ajudando a manter a redução enquanto as forças externas controlam a tendência ao desvio.
Energia e idade mudam o cenário. Um trauma de baixa energia em paciente jovem tende mais a produzir um traço relativamente simples e a preservar uma porção do periósteo espesso. Em crianças, a AO descreve explicitamente esse periósteo resistente como fator de estabilidade para a moldagem em três pontos. Um trauma de alta energia pode romper ou descolar amplamente os tecidos, mesmo em jovem. No idoso, periósteo mais delicado, osteopenia e cominuição tornam a dobradiça menos previsível mesmo após queda de baixa energia.
Não é garantia de tratamento conservador. A presença provável de uma dobradiça não basta para decidir o tratamento. Desvio inicial, padrão da fratura, qualidade da redução, edema e moldagem do gesso influenciam o risco de perda da posição. Se a redução for obtida e imobilizada, é necessário verificar a circulação e a sensibilidade, evitar pontos excessivos de pressão e acompanhar radiograficamente o alinhamento.
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