No tendão, a deformação a partir da qual ele se torna suscetível à ruptura é de cerca de
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Conceito-chave
O tendão como mola e como cabo. O Rockwood (capítulo 2, Tendon Structure, Function, and Cell Biology) descreve o tendão como a estrutura que liga o músculo esquelético ao osso, armazenando e transmitindo as forças da contração muscular. Numa ponta ele se continua com a matriz do músculo; na outra termina no osso, na entese.
A estrutura em níveis. A menor unidade funcional da matriz é a fibrila de colágeno. Fibrilas formam fibras; fibras formam fascículos; os fascículos são envolvidos pelo endotendão, tecido conjuntivo frouxo com nervos, linfáticos e vasos. Os fascículos se juntam no tendão propriamente dito, mantido por uma camada semelhante a epitélio, o epitendão, com vasos e nervos maiores. Alguns tendões têm ainda um paratendão, frouxo, gorduroso e vascularizado, que permite a excursão livre; outros, em vez disso, correm dentro de bainhas sinoviais.
Quanto o tendão pode esticar. Os limites de deformação do capítulo:
| Deformação | Comportamento |
|---|---|
| Menos de 4% | o tendão volta ao comprimento original ao retirar a carga |
| Acima de 4% | as fibras de colágeno começam a falhar |
| Acima de 8% | o tendão fica suscetível à ruptura |
Calor e lesão. Ao ser esticado, o tendão rompe ligações não covalentes entre as moléculas da matriz, o que libera energia na forma de calor. Ciclos de estiramento intensos e de alta frequência podem impedir que algumas regiões dissipem esse calor, causando desnaturação irreversível de proteínas da matriz, que pode levar à tendinopatia ou à ruptura aguda. Os proteoglicanos e proteínas da substância fundamental (decorina, biglicano, fibromodulina, lumicano, fibronectina, periostina, tenascina C) ajudam a reter água, o que contribui para dissipar o calor e resistir ao dano no exercício intenso.
Composição. O colágeno tipo I é o principal, com 65% a 80% do peso seco. O tipo III é mais fino, menos organizado e menos resistente, e se concentra nos locais de ruptura e nos tendões de idosos. A elastina favorece o deslizamento entre fascículos e armazena energia de recuo.
Pouca renovação. O núcleo do tendão cresce até cerca dos 17 anos; depois, a síntese de proteínas e a renovação da matriz caem muito, o que ajuda a explicar a dificuldade de tratar tendinopatias crônicas e a cicatrização ruim de algumas rupturas.
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