As imagens a seguir mostram cartilagem articular normal (A), o tecido que preenche um defeito após lesão osteocondral (B) e sua evolução (C). O tecido de reparo em B é rico em colágeno

- tipo II.
- tipos I e III.
- tipo IV.
- tipo X.
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Conceito-chave
Cartilagem hialina não é uma cicatriz comum. Na imagem A, a cartilagem articular normal apresenta matriz contínua e condrócitos distribuídos em zonas. Ela resiste à carga porque sua rede, rica em colágeno tipo II e proteoglicanos, retém água e distribui a compressão. Quando uma lesão alcança o osso subcondral, o sangramento e as células medulares podem preencher o defeito, mas não reproduzem automaticamente essa organização.
O que aparece em B e C. B mostra um tecido reparador que ocupa a falha, com arquitetura celular e matriz diferentes das de A. A resposta espontânea osteocondral costuma produzir fibrocartilagem, rica em colágenos I e III, em vez de cartilagem hialina típica. Em C, o tecido de reparo está fragmentado e separado da superfície adjacente, ilustração de sua possível deterioração com o tempo. A morfologia da fotografia sugere a diferença estrutural; a identificação dos tipos de colágeno exige conhecimento histológico ou testes específicos, não pode ser lida apenas pelo tom de cinza da imagem.
Por que a diferença importa. Fibras de colágeno I e III podem fechar a lesão, mas o tecido resultante tem composição, orientação e propriedades mecânicas distintas da superfície original. Isso explica por que preenchimento visível não equivale a regeneração perfeita. O resultado clínico ainda depende do tamanho da lesão, do osso subcondral, da localização na zona de carga e da estabilidade articular.
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