Em coorte com mais de 300 mil fraturas, associou-se a maior chance de pseudartrose o uso de
- AINE isolado.
- inibidor da COX-2 no perioperatório.
- opioide.
- bifosfonato precoce.
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Conceito-chave
Consolidação e medicamentos. A formação do calo depende de inflamação inicial, recrutamento celular, vascularização e remodelação. É plausível perguntar se analgésicos ou anti-inflamatórios alteram esse processo, mas plausibilidade biológica não substitui comparação clínica. Também importa separar classes: AINEs não seletivos, inibidores seletivos da ciclo-oxigenase 2 (COX-2) e opioides não têm o mesmo mecanismo.
O que a grande coorte realmente encontrou. Em 339.864 episódios de fraturas de ossos longos, 2.996 tiveram diagnóstico de pseudartrose acompanhado de procedimento para tratá-la no primeiro ano. A chance ajustada foi maior entre pacientes com prescrição aviada de opioide, razão de chances 1,69, e entre os que aviaram inibidor de COX-2, razão de chances 1,84. Para AINE não seletivo, a estimativa foi 1,07, sem associação estatisticamente clara nesse estudo. A exposição foi identificada por prescrições aviadas após a fratura; isso não equivale a medir exatamente dose tomada, duração ou um curso curto perioperatório.
Associação não prova causa. Pacientes com lesões mais graves podem sentir mais dor, receber opioides e já ter maior risco de pseudartrose. Essa confusão por indicação não é totalmente eliminada por ajuste estatístico. O desfecho também foi definido em dados administrativos, não por exame individual de todas as fraturas. Portanto, a coorte orienta a leitura crítica das alternativas, mas não autoriza concluir que um opioide cause pseudartrose nem que todo AINE seja seguro em qualquer dose, duração ou osso.
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