Na fibrodisplasia ossificante progressiva, com ossificação heterotópica após traumas mínimos, a mutação ativadora ocorre no receptor
- ACVR1, do tipo I de BMP.
- FGFR3, de fator de crescimento de fibroblastos.
- LRP5, correceptor da via Wnt.
- CCR2, de recrutamento de macrófagos.
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Conceito-chave
As proteínas morfogenéticas ósseas (BMPs). O Rockwood (capítulo 2, Signaling Pathways, Bone Morphogenetic Proteins) lembra que as BMPs foram descritas por Marshall Urist, que mostrou que o osso desmineralizado implantado no músculo induzia formação óssea heterotópica. As BMPs fazem parte da superfamília do TGF-beta, ativam receptores serina/treonina quinase e, pela via canônica, fosforilam proteínas da família SMAD, que regulam a expressão de genes. Na consolidação, a BMP conduz a condensação dos precursores mesenquimais no início da ossificação endocondral.
A prova humana da potência da BMP. A fibrodisplasia ossificante progressiva é a doença que o capítulo usa para ilustrar a importância da sinalização de BMP. Os pacientes têm uma forma constitutivamente ativada do receptor de BMP do tipo I, o ACVR1: o receptor fica "ligado" mesmo sem estímulo adequado. O resultado é formação óssea heterotópica intensa após traumas mínimos, transformando músculos, tendões e ligamentos em osso.
Equilíbrio entre agonistas e antagonistas. A consolidação normal exige equilíbrio entre BMPs e seus antagonistas. Reduzir antagonistas como a Noggin ou a esclerostina aumenta a formação óssea, e por isso eles são alvos terapêuticos atraentes. Na pseudartrose atrófica experimental, a expressão de BMP está reduzida.
As outras mutações que a banca gosta de misturar.
| Gene ou receptor | Via | Fenótipo citado no capítulo |
|---|---|---|
| ACVR1 (receptor tipo I de BMP), ativado | BMP | fibrodisplasia ossificante progressiva |
| FGFR3 | FGF | acondroplasia (falha da ossificação endocondral, ossos longos curtos) |
| LRP5, sem inibição pelo Dkk-1 | Wnt | alta densidade óssea (família de Boyden) |
| CCR2 | recrutamento de macrófagos | sua depleção prejudica a consolidação |
Por que cada via importa para a fratura. O FGF é necessário para a ossificação endocondral; em camundongos com mutação de ganho de função do FGFR3, os condrócitos não hipertrofiam e fraturas não estabilizadas evoluem para pseudartrose. A via Wnt aumenta a massa óssea e é o alvo do romosozumabe. O CCR2 e os macrófagos dirigem a fase inflamatória inicial; sem eles, a consolidação piora.
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