Na ossificação endocondral da fratura, o colágeno depositado transitoriamente pelos condrócitos hipertróficos e proposto como biomarcador sérico da consolidação é o tipo
- I.
- II.
- III.
- X.
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Conceito-chave
A ossificação endocondral em duas fases. O Rockwood (capítulo 2, Types of Bone Healing, Endochondral Ossification) descreve a consolidação com calo como uma repetição do desenvolvimento embrionário do esqueleto. Ela acontece sobretudo quando não há estabilidade absoluta e tem duas fases: uma anabólica, em que se forma um molde de cartilagem, e uma catabólica, em que o osso substitui esse molde.
Passo a passo, com os colágenos de cada etapa.
- Hematoma e inflamação. Células inflamatórias e quimiocinas recrutam as progenitoras locais para o hematoma. A matriz inicial é fibrinosa e depois rica em proteoglicanos e proteínas matricelulares.
- Calo mole (anabólico). A BMP conduz a condensação dos precursores mesenquimais; o fator de transcrição Sox9 conduz a proliferação e a condrogênese inicial. Os condrócitos secretam matriz de colágeno tipo II e agrecano, a cartilagem do calo mole, que dá estabilidade provisória.
- Hipertrofia. O Runx2 promove a hipertrofia e a diferenciação terminal dos condrócitos. Nesse momento, os condrócitos hipertróficos depositam transitoriamente colágeno tipo X na matriz. Por ser marca desse estágio específico, o colágeno X foi proposto como biomarcador sérico da consolidação óssea em curso.
- Calo duro (catabólico). Metaloproteinases degradam a cartilagem e permitem a invasão vascular; os condrócitos sofrem apoptose ou se transdiferenciam em osteoblastos; os osteoblastos depositam osteoide e cálcio, com matriz de colágeno tipo I, osteocalcina e sialoproteína óssea.
- Remodelação. Osteoclastos reabsorvem o calo, e o osso imaturo (woven) vira osso lamelar organizado.
| Etapa | Colágeno predominante | Marca da etapa |
|---|---|---|
| Calo mole | tipo II (com agrecano) | cartilagem provisória |
| Condrócito hipertrófico | tipo X (transitório) | hipertrofia, possível biomarcador |
| Osso | tipo I | matriz óssea mineralizada |
Por que um biomarcador seria útil. O capítulo reconhece que nenhum biomarcador aceito hoje identifica com segurança o retardo de consolidação ou a pseudartrose. Um marcador ligado a uma etapa específica do processo, como o colágeno X da hipertrofia condrocitária, poderia mostrar se a fase endocondral está acontecendo. Outro candidato citado é o TGF-beta1: níveis baixos com 4 semanas predisseram pseudartrose numa pequena série.
Onde aparecem os tipos I e III fora do osso. No reparo da cartilagem articular após lesão osteocondral, o tecido formado é rico em colágeno I e III, e não no tipo II da cartilagem hialina. No tendão, o tipo I é o principal, e o tipo III, mais fino e menos resistente, aparece nos locais de ruptura e em idosos.
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