Após a retirada do material de síntese, a redução da resistência à torção pelo orifício cortical torna-se significativa quando o diâmetro do defeito ultrapassa
- 10% do diâmetro do osso.
- 30% do diâmetro do osso.
- 50% do diâmetro do osso.
- 60% do diâmetro do osso.
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Conceito-chave
O orifício é um concentrador de tensão. Após retirar um parafuso, sua passagem pela cortical não desaparece imediatamente. Sob torção, a carga deixa de se distribuir de modo uniforme e se concentra nas bordas do defeito. Isso explica por que retirar implantes de uma fratura consolidada também pode aumentar, temporariamente, o risco de refratura.
O que significa o tamanho percentual. A comparação experimental relaciona o diâmetro do orifício ao diâmetro externo do osso, não ao comprimento da placa nem ao diâmetro do canal medular. Em um estudo clássico, o defeito de 10% não reduziu significativamente a resistência à torção em relação ao osso íntegro, mas ampliar o orifício para 20% produziu queda importante. É daí que vem o limiar de prova "ultrapassa 10%". Defeitos ainda maiores acentuaram a perda, sem criar um novo ponto inicial em 30%, 50% ou 60%.
A tradução clínica exige cautela. A resistência depende da espessura cortical, da posição e do número de orifícios, da qualidade óssea, do tipo de esforço e da consolidação da fratura original. A cortical sob uma placa também pode ter sofrido proteção de carga. Por isso o número experimental ajuda a entender o mecanismo, mas não determina sozinho indicação de retirada, proteção pós-operatória ou prazo de retorno ao esporte.
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