No construto de placa bloqueada com parafusos unicorticais, acrescentar um único parafuso bicortical aumenta a resistência à torção em cerca de
- 10%.
- 25%.
- 40%.
- 73%.
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Conceito-chave
A extensão de fixação vale até dentro de um único parafuso. O Rockwood (capítulo 1, Maximizing Fixation Span, Figura 1-23) aplica ao parafuso o mesmo raciocínio que usa para a placa: a resistência a um momento depende do braço de alavanca disponível para equilibrá-lo. Numa placa, esse braço é a distância entre os parafusos de um mesmo fragmento; num parafuso, é o trecho de osso em que ele se apoia.
Parafuso unicortical: um apoio curto. O parafuso unicortical atravessa só a cortical próxima da placa. Seu comprimento de trabalho para resistir à torção corresponde à espessura dessa cortical, alguns milímetros. Quando o construto é torcido, a carga se concentra nesse apoio curto, e mesmo uma torção pequena pode gerar, na interface entre parafuso e osso, tensões acima da resistência ao escoamento da cortical. O osso cede um pouco a cada ciclo, o parafuso começa a oscilar dentro do orifício (o "toggle" descrito no livro) e a fixação falha progressivamente, até o arrancamento.
Parafuso bicortical: um apoio do tamanho da diáfise. O bicortical se apoia nas duas corticais, e seu comprimento de trabalho passa a corresponder ao diâmetro externo da diáfise. Com esse braço de alavanca muito maior, a mesma torção gera tensões bem menores na interface, que não chegam perto da resistência ao escoamento do osso.
O número que a banca cobra. Segundo o capítulo, acrescentar um único parafuso bicortical a um construto de placa bloqueada com parafusos unicorticais pode aumentar sua resistência à torção em 73%. É um ganho grande para uma mudança pequena, e mostra que a qualidade de cada ponto de fixação conta tanto quanto o número de pontos.
Onde o mesmo princípio aparece em outros números do capítulo. O Rockwood traz vários percentuais próximos, e a banca gosta de misturá-los:
| Situação | Efeito |
|---|---|
| Um parafuso bicortical num construto bloqueado unicortical | resistência à torção aumenta cerca de 73% |
| Parafuso convencional no lugar do bloqueado na ponta da placa | resistência à flexão aumenta cerca de 40% |
| Perda de 1 mm de espessura cortical | resistência ao arrancamento cai até 50% |
| Defeito cortical menor que 10% do diâmetro do osso | sem queda da resistência à torção |
| Defeito unicortical ou bicortical após retirada de parafuso | resistência à torção cai cerca de 22% ou 26% |
Parafuso da ponta: a história do unicortical. O capítulo conta que as técnicas clássicas recomendavam um parafuso unicortical na extremidade da placa, para distribuir a tensão de forma mais gradual. A recomendação foi abandonada quando estudos biomecânicos mostraram que o parafuso unicortical da ponta dava menor resistência que o bicortical convencional. Hoje o raciocínio para a ponta é outro: preferir o parafuso convencional (não bloqueado) e bicortical, centrado no osso.
Osso osteoporótico. No osso com cortical fina, a fixação com parafusos convencionais depende da resistência ao arrancamento, que cai muito com o afinamento cortical. Parafusos bloqueados bicorticais mudam o tipo de solicitação na interface, de arrancamento para flexão, e por isso os construtos bloqueados são muito mais resistentes nesse osso.
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