Na consolidação com formação de calo, a faixa de movimento interfragmentário axial considerada ideal é de
- 0,05 a 0,15 mm.
- 0,2 a 1 mm.
- 2 a 4 mm.
- 4 a 6 mm.
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Conceito-chave
O calo precisa de estímulo mecânico controlado. Na consolidação por estabilidade relativa, a fratura não é comprimida até tornar-se imóvel. Pequenos movimentos axiais deformam o hematoma e o envelope periosteal, iniciando um calo que cresce e passa a dividir a carga com o implante. Conforme o calo endurece, o movimento diminui e ocorre remodelação. Se a mobilidade for excessiva, o tecido recém-formado é perturbado repetidamente; se houver rigidez excessiva associada a uma fenda residual, falta estímulo para calo e também falta contato para consolidação direta.
Milímetros não são porcentagem de deformação. Movimento interfragmentário é deslocamento absoluto. A deformação local, ou strain, é esse deslocamento dividido pela largura da fenda. Assim, 0,5 mm em uma fenda de 1 mm produz deformação muito maior que em uma de 5 mm. Por isso o mesmo valor de movimento não garante resultado igual em todas as fraturas. A direção também importa: compressão axial controlada favorece a formação do calo, enquanto cisalhamento e rotação excessivos atrapalham a ponte óssea.
A faixa do livro. O Rockwood apresenta 0,2 a 1 mm como intervalo considerado ótimo de movimento axial para formar calo. Movimentos de vários milímetros ainda podem permitir consolidação em alguns modelos, mas mais lenta; não são meta de montagem. Já a consolidação primária busca redução anatômica e estabilidade absoluta, com movimento muito pequeno, sem o calo externo como sinal principal. O valor cobrado é uma referência biomecânica, não um ajuste universal a ser imposto ao paciente sem considerar fenda, osso e implante.
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