Na imagem a seguir, a clavícula fixada com placa de compressão (A) refraturou 9 dias após a retirada do implante (B). Após consolidação primária com placa de compressão, recomenda-se adiar a retirada da placa por até

- 6 meses.
- 1 ano.
- 18 meses.
- 2 anos.
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Conceito-chave
O que a imagem mostra. Em A, uma clavícula fixada com placa superior e parafusos, consolidada, com 12 meses de pós-operatório. Em B, a mesma clavícula refraturada nove dias depois da retirada da placa, com o traço novo passando pela região dos furos e do osso que estava sob o implante.
Por que o osso sob a placa é frágil. A fixação com compressão e estabilidade absoluta consolida por remodelação direta, com pouco calo visível. Durante esse tempo, a placa carrega parte da carga e o osso logo abaixo dela trabalha menos. Ao tirar o implante, ficam os furos dos parafusos, que concentram tensão, num osso que ainda não recuperou toda a resistência. A refratura da figura é o retrato desse período de vulnerabilidade.
O que o Rockwood recomenda. No capítulo de clavícula (10ª ed., cap. 34), a retirada de rotina não é recomendada. Se for necessária, deve esperar pelo menos 1 ano depois da consolidação, o que corresponde a 1 a 2 anos depois da fixação, justamente para reduzir a refratura. O caso da figura, operado havia um ano e com a placa retirada, mostra o que acontece quando se fica no limite inferior.
Na prova: retirada de placa da clavícula não é rotina; se indicada, espera-se até 2 anos depois da fixação.
O parágrafo do pós-operatório, no resumo de clavícula, junta o prazo de retirada com a reabilitação e o retorno ao esporte.
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