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Questão de Outros temas de conceitos básicos (OrtoQuestões Simulados)

Conceitos básicosOutros temas de conceitos básicosOrtoQuestões Simulados

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Na fratura em asa de borboleta por flexão associada à compressão axial, o traço transverso começa na cortical

  1. do lado da carga, submetida à compressão.
  2. do lado da carga, submetida à tração.
  3. oposta à carga, submetida à compressão.
  4. oposta à carga, submetida à tração.
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Gabarito: D · oposta à carga, submetida à tração.

Conceito-chave

O eixo neutro divide o osso em dois mundos. Quando uma diáfise é fletida por uma força aplicada de um lado, ela se curva: a cortical do lado da carga fica na face côncava e é comprimida; a cortical do lado oposto fica na face convexa e é tracionada. Entre as duas existe um plano que não sofre nem tração nem compressão, o eixo neutro. O Rockwood (capítulo 1, Butterfly Fractures, Figura 1-7) usa esse conceito para explicar a fratura em asa de borboleta.

A sequência da fratura, passo a passo.

  1. Começa na cortical oposta à carga, por tração. O osso é mais fraco em tração do que em compressão (a resistência à compressão da cortical é cerca de 50% maior). A cortical tracionada, do lado oposto ao impacto, é a primeira a ceder, com um traço transverso, perpendicular ao eixo, o padrão típico da falha por tração.
  2. A fratura progride em direção ao lado da carga. À medida que o traço avança, a cortical do lado da carga continua comprimida.
  3. Termina do lado da carga, por compressão e cisalhamento. A cortical comprimida falha em cisalhamento, com dois traços oblíquos típicos a cerca de 45 graus. Esses dois traços oblíquos encontram o traço transverso e isolam um fragmento triangular, a asa de borboleta, que fica do lado da carga.

Por que é preciso compressão axial associada. A flexão isolada, de baixa energia e sem componente de compressão, tende a produzir apenas um traço transverso, iniciado na cortical tracionada. É a soma da compressão axial que faz o lado comprimido falhar em cisalhamento e criar as linhas oblíquas. O tamanho do fragmento e a orientação dos traços dependem do local do impacto e da presença ou ausência de carga axial no momento do trauma.

Energia. A fratura em asa de borboleta exige mais energia do que a transversa ou a oblíqua simples. Isso combina com a regra geral do capítulo: tração é o modo de falha que consome menos energia; quanto mais modos de falha se somam e mais superfícies de fratura se criam, maior a energia absorvida.

Uma segunda via para a asa de borboleta. O capítulo descreve outro mecanismo: uma fratura oblíqua curta ou longa que continua sendo carregada pode ter sua ponta cisalhada pelo segmento ósseo vizinho, gerando um fragmento em borboleta. Nesse caso todos os traços são oblíquos, sem componente transverso. O enunciado pergunta pelo mecanismo clássico, flexão associada à compressão axial.

Uso prático do raciocínio. Ler a radiografia pensando no mecanismo ajuda a deduzir de que lado veio o impacto: o fragmento em borboleta aponta para o lado em que a força foi aplicada, e o traço transverso fica do lado oposto, que estava em tração.

LadoTipo de solicitaçãoTraço que se forma
Oposto à cargatraçãotransverso, onde a fratura começa
Da cargacompressão, falha por cisalhamentodois oblíquos a cerca de 45 graus, que formam a borboleta

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