A fratura transversa por avulsão, como a do olécrano e a da base do quinto metatarso, resulta de carga em
- torção.
- tração.
- compressão.
- cisalhamento.
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Conceito-chave
O fragmento é arrancado pela inserção. Na avulsão, um tendão ou ligamento transmite tração ao ponto em que se fixa no osso. Se a ligação óssea falha antes da estrutura que puxa, desprende-se um fragmento. O plano de fratura tende a ser perpendicular à direção dominante da tração, razão pela qual a avulsão costuma produzir traço transverso.
Os exemplos dão sentido à força. O tríceps se insere no olécrano e pode tracionar seu fragmento proximal; na tuberosidade da base do quinto metatarso, estruturas laterais do pé exercem a força de avulsão. Não é qualquer fratura do quinto metatarso que pertence a esse grupo: a fratura de Jones, mais distal, deve ser diferenciada da avulsão da tuberosidade por localização, vascularização e risco de não consolidação. Reconhecer onde a estrutura se insere ajuda a prever o desvio e a necessidade de neutralizar a tração na fixação.
Cada carga deixa uma pista, mas não um carimbo infalível. Torção costuma produzir traço espiral; compressão axial pode causar impacção ou falha oblíqua por cisalhamento; flexão mistura tração de um lado e compressão do outro, podendo criar cunha em asa de borboleta. Um traço isolado não reconstrói perfeitamente o trauma real, frequentemente combinado, mas a palavra “avulsão” especifica a força predominante nesta pergunta.
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