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Questão de Osteomielite crônica (ENARE R4 Ortopedia 2025)

Conceitos básicosOsteomielite crônicaENARE R4 Ortopedia 2025

Paciente de 25 anos de idade, portador de osteomielite da tíbia esquerda pós-traumática, já se submeteu a várias cirurgias sem sucesso. No momento, apresenta processo infeccioso em atividade, com invasão de todo o osso e distribuição segmentar com instabilidade axial. Clinicamente, trata-se de um paciente hígido, sem comorbidades. Segundo a classificação de Cierny-Mader, esse paciente apresenta uma infecção do tipo:

  1. III A;
  2. III B;
  3. IV A;
  4. IV B;
  5. IV C.
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Gabarito: D · IV B;

Conceito-chave

Cierny-Mader combina duas perguntas independentes. O número descreve a anatomia da osteomielite: I é medular; II, superficial; III, localizada, com osso viável suficiente para preservar estabilidade após desbridamento; IV, difusa, envolvendo toda a circunferência de um segmento e frequentemente associada a perda de estabilidade. Invasão de todo o segmento tibial e instabilidade axial apontam para IV, não para III.

A letra avalia o hospedeiro, não a idade. A é o paciente com boa resistência sistêmica e local, incluindo tecidos vascularizados e cobertura adequada. B indica comprometimento que ainda permite tratamento, seja sistêmico, local ou ambos. C é o paciente para quem a agressividade do tratamento pode superar o benefício, ou que não é bom candidato à cirurgia. Um adulto jovem sem diabetes ou outras doenças pode ser B local quando o trauma e repetidas operações deixam osso e partes moles com capacidade de cicatrização prejudicada.

Por que a questão escolhe IV B. A infecção difusa explica o IV; o histórico de osteomielite pós-traumática submetida a várias cirurgias malsucedidas sustenta a suspeita de dano local persistente e a letra B. Isso não significa que toda cirurgia prévia transforma automaticamente alguém em B: a classificação requer avaliação real de vascularização, cobertura, cicatrizes e viabilidade do membro. Se esses tecidos estivessem comprovadamente íntegros, IV A seria defensável.

O estágio orienta o plano. Doença difusa com instabilidade exige avaliar desbridamento de osso inviável, culturas profundas, antibióticos dirigidos, estabilização e eventual reconstrução de partes moles e defeito ósseo. A classificação ajuda a dimensionar esse tratamento, mas não substitui exame clínico e imagem.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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