Paciente de 25 anos de idade, portador de osteomielite da tíbia esquerda pós-traumática, já se submeteu a várias cirurgias sem sucesso. No momento, apresenta processo infeccioso em atividade, com invasão de todo o osso e distribuição segmentar com instabilidade axial. Clinicamente, trata-se de um paciente hígido, sem comorbidades. Segundo a classificação de Cierny-Mader, esse paciente apresenta uma infecção do tipo:
- III A;
- III B;
- IV A;
- IV B;
- IV C.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Cierny-Mader combina duas perguntas independentes. O número descreve a anatomia da osteomielite: I é medular; II, superficial; III, localizada, com osso viável suficiente para preservar estabilidade após desbridamento; IV, difusa, envolvendo toda a circunferência de um segmento e frequentemente associada a perda de estabilidade. Invasão de todo o segmento tibial e instabilidade axial apontam para IV, não para III.
A letra avalia o hospedeiro, não a idade. A é o paciente com boa resistência sistêmica e local, incluindo tecidos vascularizados e cobertura adequada. B indica comprometimento que ainda permite tratamento, seja sistêmico, local ou ambos. C é o paciente para quem a agressividade do tratamento pode superar o benefício, ou que não é bom candidato à cirurgia. Um adulto jovem sem diabetes ou outras doenças pode ser B local quando o trauma e repetidas operações deixam osso e partes moles com capacidade de cicatrização prejudicada.
Por que a questão escolhe IV B. A infecção difusa explica o IV; o histórico de osteomielite pós-traumática submetida a várias cirurgias malsucedidas sustenta a suspeita de dano local persistente e a letra B. Isso não significa que toda cirurgia prévia transforma automaticamente alguém em B: a classificação requer avaliação real de vascularização, cobertura, cicatrizes e viabilidade do membro. Se esses tecidos estivessem comprovadamente íntegros, IV A seria defensável.
O estágio orienta o plano. Doença difusa com instabilidade exige avaliar desbridamento de osso inviável, culturas profundas, antibióticos dirigidos, estabilização e eventual reconstrução de partes moles e defeito ósseo. A classificação ajuda a dimensionar esse tratamento, mas não substitui exame clínico e imagem.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo