Pacientes HIV-positivos, sem evidências clínicas de síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA), submetidos à cirurgia ortopédica com uso de implantes apresentam risco de infecção pós-operatória similar aos pacientes soronegativos.
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Conceito-chave
Sorologia não resume o risco. A infecção pelo HIV tem apresentações muito diferentes. Ausência de manifestações clínicas de SIDA não informa, sozinha, contagem de CD4, carga viral, uso de antirretrovirais, estado nutricional ou presença de outras infecções. Esses fatores, além do tipo de cirurgia, influenciam a probabilidade de infecção pós-operatória.
O que mostram as séries. Estudos antigos de trauma, sobretudo com fraturas expostas, observaram risco maior mesmo em soropositivos sem sintomas. Em grupos tratados, com boa situação imunológica e procedimentos selecionados, a diferença pode ser pequena. Não se deve transportar uma taxa de cirurgia eletiva limpa para trauma contaminado nem o contrário.
Conduta prática. Planejamento do implante, profilaxia indicada para o procedimento, cuidado com tecidos moles e otimização clínica continuam centrais. Quando possível, avaliar CD4 e carga viral ajuda a estratificar o paciente. HIV não é contraindicação automática à fixação necessária, mas também não autoriza pressupor risco idêntico ao de qualquer soronegativo.
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