Na infecção osteoarticular, a cintilografia com gálio 67 é mais específica devido a sua captação pelos granulócitos e pelas bactérias.
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Conceito-chave
Captação do gálio. O gálio-67 circula ligado à transferrina e pode se concentrar em áreas de inflamação por aumento da permeabilidade vascular, ligação à lactoferrina de neutrófilos e interação com sideróforos bacterianos. Esses mecanismos explicam sua utilidade para localizar focos, mas nenhum é exclusivo de infecção bacteriana óssea.
Especificidade depende da comparação. A cintilografia óssea convencional mede atividade osteoblástica e também se altera em fratura, tumor ou artrose. Associar gálio ao estudo ósseo pode melhorar a interpretação em alguns cenários, especialmente infecção vertebral. Já a captação de gálio isolada também ocorre em inflamação estéril e neoplasia; portanto não é um marcador específico de granulócitos ou bactérias.
Escolha do exame. Imagem com leucócitos marcados, frequentemente combinada à imagem de medula, pode ser mais útil para osteomielite complicada fora da coluna. A ressonância avalia extensão anatômica e tecidos moles quando viável. O exame deve responder à situação clínica, não ser escolhido por uma suposta especificidade intrínseca do radiofármaco.
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