Com base na classificação AO, o padrão de fratura diafisária que apresenta menor deformação relativa (strain) é o do tipo
- A2.
- A3.
- C2.
- C3.
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Conceito-chave
Perren explicou que a consolidação depende da deformação (*strain*) no foco da fratura: o quanto o espaço entre os fragmentos varia, dividido pelo tamanho desse espaço. O osso só se forma onde a deformação é pequena.
Na classificação AO das fraturas da diáfise, as letras indicam a complexidade:
Tipo A: fraturas simples, com um único traço (A1 em espiral, A2 oblíqua, A3 transversa).
Tipo B: fraturas em cunha.
Tipo C: fraturas multifragmentárias (C2 segmentar, C3 com muitos fragmentos irregulares).
Numa fratura simples, há uma única fenda estreita. Qualquer pequeno movimento representa uma variação grande em relação a esse espaço pequeno: a deformação é alta. Por isso, essas fraturas precisam de estabilidade absoluta.
Numa fratura multifragmentária complexa (C3), o movimento total se divide entre muitas fendas, entre muitos fragmentos. Em cada uma, a deformação é baixa. Por isso, essas fraturas toleram estabilidade relativa, como a placa em ponte ou a haste, e consolidam com calo.
A fratura segmentar (C2) tem duas fendas principais, então a deformação já é menor que na simples, mas ainda maior que na C3, que tem muitas.
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