A cepa de Staphylococcus aureus mais associada à rápida destruição articular e à infecção sistêmica grave em crianças é
- sensível à meticilina (MSSA).
- resistente à vancomicina (VRSA).
- meticilino-resistente hospitalar (HA-MRSA).
- produtor de toxina Panton-Valentine leucocidina (PVL).
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Conceito-chave
O *Staphylococcus aureus* é o germe mais comum nas infecções de osso e articulação da criança. Mas algumas cepas são muito mais agressivas, e a que mais se associa a destruição rápida da articulação e infecção grave no corpo todo é a produtora da toxina PVL (leucocidina de Panton-Valentine).
Essa toxina abre poros nas células de defesa (os neutrófilos), destruindo-as, e causa necrose (morte) dos tecidos. Ela é frequente em cepas adquiridas na comunidade, tanto resistentes quanto sensíveis à meticilina.
Na criança, o quadro costuma ser grave:
Destruição precoce da articulação.
Osteomielite em vários ossos ao mesmo tempo.
Trombose venosa profunda perto do foco da infecção.
Êmbolos infectados que vão para o pulmão, com pneumonia grave.
Várias coleções de pus, exigindo limpezas cirúrgicas repetidas, e risco de sepse e internação em UTI.
A conduta é internar, drenar cedo e de forma ampla, usar antibiótico que cubra o MRSA da comunidade conforme a realidade local (alguns serviços associam antibióticos que reduzem a produção da toxina, como a clindamicina ou a linezolida) e procurar ativamente trombose e êmbolos.
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