No planejamento do tratamento cirúrgico das fraturas, a primeira e mais importante decisão a ser considerada é:
- O método de redução.
- A escolha do implante.
- A classificação da fratura.
- O modo de consolidação desejado.
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Conceito-chave
No planejamento de uma cirurgia de fratura, a primeira e mais importante decisão, segundo os princípios da AO, é: que tipo de consolidação eu quero? Tudo o resto decorre disso.
Existem dois caminhos:
Consolidação direta (primária), sem calo. Exige redução anatômica, compressão entre os fragmentos e estabilidade absoluta, ou seja, nenhum movimento no foco. É obrigatória nas fraturas que atingem a superfície articular, porque a cartilagem não tolera degraus. Também é usada em fraturas simples da diáfise do antebraço.
Consolidação secundária, com calo. Exige apenas uma redução funcional (restaurar comprimento, eixo e rotação), estabilidade relativa (que permite um pequeno movimento) e preservação das partes moles. É o padrão nas fraturas da diáfise com vários fragmentos, tratadas com haste intramedular ou placa em ponte.
Definido o tipo de consolidação desejado, o cirurgião escolhe o método de redução, a via de acesso, o implante e a técnica de aplicação.
A classificação da fratura é importante para descrevê-la e orientar o raciocínio, mas não define, sozinha, a estratégia. E o implante é a última peça da escolha, e não a primeira.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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