Na pseudartrose congênita da tíbia, o uso da proteína morfogenética óssea (BMP) tem a propriedade de
- osteoindução.
- osteogênese.
- osteointegração.
- osteocondução.
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Conceito-chave
As BMPs (proteínas morfogenéticas ósseas) são substâncias que funcionam como sinais. Elas fazem parte de uma grande família de fatores de crescimento (a família TGF-beta) e agem sobre as células imaturas do próprio paciente (células mesenquimais), recrutando-as para o local e fazendo com que se transformem em células de cartilagem e de osso.
Essa propriedade se chama osteoindução. Para comparar:
A osteogênese exige trazer células vivas que formam osso, o que a BMP não faz.
A osteocondução é servir de andaime para o osso crescer, o que também não é o papel da BMP.
A osteointegração é a ligação direta entre o osso e a superfície de um implante, como numa prótese.
A pseudartrose congênita da tíbia é uma doença rara em que a tíbia da criança se curva e se quebra, e a fratura não consolida. Muitas vezes está associada à neurofibromatose tipo 1. É uma das condições mais difíceis da ortopedia infantil, com muita falha de tratamento e novas fraturas. O tratamento inclui retirar o tecido doente, estabilizar com haste intramedular, colocar enxerto ósseo e, em algumas técnicas, unir a tíbia à fíbula. A BMP-2 entra como um complemento para estimular a consolidação, e não como tratamento isolado.
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