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Questão de Pseudartrose e retardo de consolidação (TARO 2010)

Conceitos básicosPseudartrose e retardo de consolidaçãoTARO 2010

O transporte ósseo é indicado no tratamento agudo da fratura diafisária da tíbia em caso de defeito superior a

  1. 1,5 cm.
  2. 2,0 cm.
  3. 3,0 cm.
  4. 4,0 cm.
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Gabarito: D · 4,0 cm.

Conceito-chave

Em fraturas graves da tíbia, principalmente as expostas com perda de osso ou depois da limpeza de uma infecção, pode sobrar uma falha óssea: um trecho em que o osso simplesmente não existe mais. O tamanho dessa falha define a estratégia.

Falhas pequenas podem ser resolvidas aproximando as pontas (encurtamento agudo) ou preenchendo o espaço com enxerto ósseo esponjoso do próprio paciente.

Falhas grandes, acima de cerca de 4 cm, são um problema para o enxerto comum: o centro do enxerto fica longe demais dos vasos e não é revascularizado. Nesses casos, as opções são outras.

O transporte ósseo, pelo método de Ilizarov, é uma delas. O cirurgião faz um corte (corticotomia) num trecho saudável da tíbia, longe da falha, e usa um fixador externo para deslocar esse segmento de osso vivo devagar, cerca de 1 mm por dia, em direção à falha. Atrás do segmento que se move, forma-se osso novo (regenerado). Quando o segmento chega à outra ponta, a falha está preenchida.

Vantagens: permite retirar todo o osso infectado sem medo do tamanho da falha, e o osso formado é vivo e se remodela. Desvantagens: muitos meses de fixador, infecção nos pinos e, às vezes, dificuldade de consolidação no ponto de encontro final, que pode precisar de enxerto.

Outras opções para falhas grandes são o enxerto vascularizado de fíbula e a técnica da membrana induzida (Masquelet).

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