Na infecção crônica pós-osteossíntese do fêmur, do tipo I de CIERNY e MADER, o desbridamento deve serfeito pela
- sequestrectomia cortical.
- fresagem do canal medular.
- curetagem do trato fistuloso.
- ressecção segmentar.
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Conceito-chave
A classificação de Cierny e Mader não serve só para descrever a osteomielite: ela orienta onde e como operar.
No tipo I, medular, a infecção vive dentro do canal do osso. É o padrão típico do fêmur infectado depois de uma haste intramedular: as bactérias formam um biofilme sobre a haste e sobre a parede de dentro do canal.
O tratamento é retirar o implante e fresar o canal, ou seja, passar brocas progressivas por dentro do osso para raspar a camada infectada da parede interna, junto com irrigação abundante. Existem recursos que ajudam, como um aparelho que fresa, irriga e aspira ao mesmo tempo (RIA), uma pequena janela no osso para drenar o canal e hastes revestidas de cimento com antibiótico, que ficam no canal liberando o remédio.
Os outros tipos pedem tratamentos diferentes:
Tipo II, superficial: limpeza da superfície de fora do osso e cobertura com partes moles.
Tipo III, localizado: retirada do pedaço de osso morto (sequestrectomia).
Tipo IV, difuso: ressecção do segmento de osso doente e reconstrução.
Apenas curetar a fístula, o trajeto que leva a secreção até a pele, não alcança o foco da infecção, que está dentro do canal.
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