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Questão de Princípios de osteossíntese (TARO 2011)

Conceitos básicosPrincípios de osteossínteseTARO 2011

A redução anatômica com estabilidade absoluta é mais bem indicada na fratura classificada pela AO como do tipo

  1. 31 A 1.
  2. 31 A 3.
  3. 32 B 1.
  4. 33 C 1.
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Gabarito: D · 33 C 1.

Conceito-chave

A escolha entre estabilidade absoluta e estabilidade relativa depende de onde está a fratura.

Nas fraturas que entram na superfície articular, a regra é redução anatômica e estabilidade absoluta. A cartilagem não se remodela, e qualquer degrau deixado na superfície concentra carga e leva à artrose.

Nas fraturas da diáfise, basta uma redução funcional (restaurar comprimento, eixo e rotação), com estabilidade relativa, como a haste intramedular, que consolida com calo.

Para resolver a questão, é preciso saber ler o código AO/OTA das fraturas:

O primeiro número indica o osso: 3 é o fêmur, 4 é a tíbia.

O segundo número indica o segmento: 1 é a parte de cima (proximal), 2 é a diáfise, 3 é a parte de baixo (distal).

Nos segmentos das pontas (proximal e distal), a letra indica se a fratura entra na articulação: A é extra-articular, B é articular parcial e C é articular completa.

Na diáfise, as letras têm outro significado: A é simples, B é em cunha e C é multifragmentar.

Aplicando: 33-C1 é uma fratura articular completa do fêmur distal, que precisa de redução anatômica e estabilidade absoluta. As 31-A1 e 31-A3 são fraturas trocantéricas, fora da articulação. A 32-B1 é uma fratura da diáfise do fêmur em cunha, tratada com estabilidade relativa.

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