A rigidez do implante consiste em sua capacidade de resistir
- à deformação.
- até o limite de fadiga.
- ao efeito “stress shielding”.
- à aplicação de forças cíclicas sem deformação.
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Conceito-chave
Os implantes ortopédicos são descritos por várias propriedades mecânicas, e a rigidez é a capacidade de resistir à deformação quando recebe carga. Um implante rígido se deforma pouco; um implante flexível se deforma mais (de forma reversível, voltando ao formato quando a carga é retirada).
A rigidez depende de duas coisas:
Do material, medido pelo módulo de elasticidade. Do mais rígido para o menos rígido: cerâmica, cromo-cobalto, aço, titânio, osso cortical, cimento e polietileno, osso esponjoso.
Da forma: numa haste, por exemplo, a rigidez cresce com a quarta potência do raio. Uma haste um pouco mais grossa é muito mais rígida.
Não confundir com outras propriedades:
Resistência: a maior carga que o implante aguenta antes de quebrar.
Resistência à fadiga: quantos ciclos de carga repetida ele aguenta.
Ductilidade: o quanto ele entorta de forma permanente antes de romper.
O stress shielding não é algo a que o implante "resiste". É uma consequência de um implante rígido demais: ele carrega quase todo o peso, o osso ao redor deixa de receber carga e, sem estímulo, perde massa (lei de Wolff). Um exemplo é a perda de osso embaixo de placas ou ao redor de hastes de prótese muito rígidas.
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