Na amputação transumeral, a osteotomia angular indicada para melhor adaptação da prótese mioelétrica deve ser realizada com ângulo de
- 45º e fixação com placa anterior.
- 70º e fixação com placa anterior.
- 45º e fixação com placa posterior.
- 70º e fixação com placa posterior.
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Conceito-chave
Na amputação transumeral (no meio do braço), o coto que sobra é um cilindro liso. Isso cria um problema para a prótese: quando o paciente tenta girar o braço, o coto escorrega dentro do encaixe da prótese, em vez de girá-la junto. Para uma prótese mioelétrica, controlada pelos sinais elétricos dos músculos do coto, esse controle da rotação é ainda mais importante.
A osteotomia de angulação, descrita por Marquardt, resolve isso. O cirurgião corta o úmero perto da ponta e o dobra para a frente, criando um "cotovelo de osso" com angulação de cerca de 70 graus. Essa saliência se encaixa no soquete da prótese e transmite a rotação do braço, como uma chave numa fechadura.
Para fixar essa angulação, usa-se uma placa na face posterior do úmero. O motivo é o princípio da banda de tensão: com o osso dobrado para a frente, a face de trás fica do lado convexo da curva, o lado que sofre tração. A placa colocada ali transforma essa tração em compressão no local do corte.
Outros cuidados no coto transumeral incluem a miodese (fixar os músculos ao osso, o que melhora a estabilidade e os sinais elétricos) e, em alguns casos, a reinervação muscular direcionada (TMR), que redireciona nervos cortados para músculos do coto, criando novos sinais de controle e reduzindo a dor de neuromas.
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