Nas infecções, o método para desalojar os microrganismos dos implantes ortopédicos retirados nas cirurgias aumentando a sensibilidade das culturas é conhecido como
- sonicação.
- fluidificação.
- extração nuclear.
- reação em cadeia da polimerase (PCR).
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Conceito-chave
Na infecção de um implante ortopédico (placa, haste, prótese), as bactérias vivem grudadas no metal, dentro de uma camada protetora chamada biofilme. Isso cria um problema para o diagnóstico: as bactérias ficam presas ao implante, e as culturas do tecido ao redor muitas vezes saem negativas, principalmente se o paciente já recebeu antibiótico.
A sonicação resolve isso. O implante retirado na cirurgia é colocado num recipiente com líquido estéril e submetido a ultrassom de baixa frequência. As vibrações formam microbolhas que estouram (cavitação) e desprendem as bactérias do biofilme, que passam para o líquido. Esse líquido é então cultivado, e também pode ser usado para exames moleculares.
O ganho é um aumento importante da sensibilidade das culturas, sobretudo nas infecções crônicas e nos pacientes que já tomaram antibiótico.
Outras medidas também aumentam a chance de identificar o germe:
Suspender o antibiótico antes da coleta, quando possível.
Colher várias amostras de tecido profundo, com instrumentos separados.
Deixar as culturas incubando por mais tempo, porque alguns germes, como o *Cutibacterium acnes*, crescem devagar.
A PCR (reação em cadeia da polimerase) é um exame que detecta o material genético da bactéria. Ela pode ser feita no líquido da sonicação, mas não serve para desprender as bactérias do implante.
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