Na avaliação clínica de uma criança com artrite séptica do quadril, este frequentemente encontra-se em posição de flexão,
- adução e rotação medial.
- adução e rotação lateral.
- abdução e rotação medial.
- abdução e rotação lateral.
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Conceito-chave
Quando uma articulação se enche de líquido (derrame), a pressão dentro dela aumenta e causa dor. O paciente instintivamente coloca a articulação na posição em que a cápsula fica mais frouxa e cabe mais líquido, porque é onde a pressão é menor e dói menos.
No quadril, essa posição é de flexão leve (cerca de 30 graus), abdução (perna afastada) e rotação lateral (pé virado para fora).
Isso tem várias consequências na avaliação da criança com artrite séptica do quadril:
A criança fica parada nessa posição e resiste a qualquer tentativa de mudá-la.
O movimento que mais dói é a rotação interna (girar o pé para dentro), porque aperta a cápsula e aumenta a pressão.
Muitas vezes a criança não sabe dizer que a dor é no quadril e reclama do joelho, porque o nervo obturatório leva sensibilidade para as duas regiões. Nesse caso, é a posição do quadril que denuncia o problema.
Essa posição também ajuda a entender a urgência: adução e rotação interna aumentam a pressão dentro do quadril, que já ameaça os vasos que irrigam a cabeça do fêmur. Por isso a drenagem da artrite séptica é urgente.
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