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Questão de Amputações e próteses (ENARE R4 Ortopedia 2023)

Conceitos básicosAmputações e prótesesENARE R4 Ortopedia 2023

O sobrecrescimento do coto de amputação em crianças é mais comum

  1. no fêmur.
  2. no úmero.
  3. na fíbula.
  4. na tíbia.
  5. no rádio.
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Gabarito: B · no úmero.

Conceito-chave

Na criança amputada, existe uma complicação que não acontece no adulto: o sobrecrescimento terminal do coto. Quando o osso é cortado no meio da diáfise (amputação transdiafisária), a ponta cortada continua formando osso novo por fora, por aposição, como uma espícula pontuda. Esse crescimento não vem da placa de crescimento. Com o tempo, a ponta cresce mais que a pele e os músculos ao redor e pode furar a pele por dentro, causando dor, bursite e feridas.

O osso mais acometido é o úmero, seguido da fíbula, da tíbia e do fêmur. A complicação não acontece nas desarticulações, em que o osso não é cortado.

O tratamento segue uma lógica importante:

A epifisiodese (fechar a placa de crescimento) não resolve, porque o crescimento não vem dali.

Apenas cortar a ponta costuma levar à recidiva.

O que funciona é capear a ponta com um enxerto de osso com cartilagem (osteocondral), retirado, por exemplo, da própria parte amputada ou de outro local. A cartilagem fecha a ponta e impede que o osso continue crescendo.

Por isso, na criança, sempre que possível, prefere-se desarticular em vez de cortar o osso no meio.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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