O ácido tranexâmico funciona como um agente
- fibrinolítico e inibidor da ativação do plasminogênio.
- fibrinolítico e promotor da ativação do plasminogênio.
- antifibrinolítico e inibidor da ativação do plasminogênio.
- antifibrinolítico e promotor da ativação do plasminogênio.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Para entender o ácido tranexâmico, é preciso lembrar como o corpo controla os coágulos. Quando há sangramento, forma-se um coágulo feito de fibrina, uma rede de proteína que segura as plaquetas e as hemácias. Depois, quando o vaso já cicatrizou, o próprio corpo desmancha esse coágulo, num processo chamado fibrinólise. Quem faz isso é a plasmina, uma enzima que corta a fibrina. A plasmina circula numa forma inativa, o plasminogênio, que precisa ser ativado.
O ácido tranexâmico é um antifibrinolítico: ele não forma coágulo novo, apenas impede que o coágulo já formado seja desmanchado cedo demais. Ele é parecido com o aminoácido lisina e ocupa os pontos em que o plasminogênio se prende à fibrina. Assim, o plasminogênio não é ativado em plasmina, e a fibrina não é degradada. O coágulo dura mais, e o sangramento diminui.
É muito usado em ortopedia, por exemplo nas próteses de quadril e joelho e no trauma, para reduzir a perda de sangue e a necessidade de transfusão. Como apenas preserva o coágulo que o organismo formou, sem criar coágulos novos, os estudos nessas situações não mostraram aumento relevante de trombose.
O oposto são os fibrinolíticos, como a alteplase e a estreptoquinase, que ativam o plasminogênio para dissolver coágulos, por exemplo no infarto e no AVC.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo