Na cintilografia óssea para avaliação de osteomielite é comum o estudo combinado com MDP-tecnécio-99m e com gálio-67, sendo que
- o estudo com MDP-tecnécio-99m sendo negativo, e com gálio-67 positivo confirma o diagnóstico de osteomielite.
- o estudo com gálio-67 sendo negativo, e com MDP-tecnécio-99m positivo confirma o diagnóstico de osteomielite.
- o estudo combinado é positivo quando a concentração de MDP-tecnécio-99m no local é maior do que a da cintilografia com gálio-67.
- o estudo combinado é positivo quando a concentração de gálio-67 no local é maior do que a da cintilografia com MDP-tecnécio-99m.
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Conceito-chave
A cintilografia usa substâncias radioativas que se acumulam em determinados tecidos. Na suspeita de osteomielite, dois materiais podem ser combinados:
O tecnécio-99m ligado ao MDP se fixa onde há formação de osso (atividade osteoblástica). Ele "acende" em qualquer osso que esteja se remodelando: fraturas, tumores, artrose, cirurgias recentes e também infecção. É muito sensível, mas pouco específico.
O gálio-67 se acumula onde há inflamação e glóbulos brancos, porque se liga a proteínas que chegam a essas áreas.
A leitura do exame combinado é comparativa:
Se o gálio capta mais que o tecnécio naquele local (ou tem uma distribuição diferente), há mais inflamação do que simples remodelação óssea: o exame é positivo para infecção.
Se o gálio capta menos que o tecnécio e no mesmo lugar, o osso está se remodelando por outro motivo, sem infecção.
Se os dois captam de forma semelhante e no mesmo lugar, o resultado é inconclusivo.
Hoje, outros exames são mais usados nessa situação, como a cintilografia com leucócitos marcados, a ressonância e o PET-CT, escolhidos conforme o caso.
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