A infecção pós osteossíntese do tipo precoce geralmente é causada pelo staphylococcus:
- aureus e streptococcus sp
- aureus e BGN
- coagulase negativo e streptococcus sp
- coagulase negativo e BGN
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Conceito-chave
Quando a infecção aparece depois de uma osteossíntese (cirurgia com placa, haste ou parafusos), o tempo até o início dos sintomas indica o tipo de germe mais provável.
Na infecção precoce, nas primeiras semanas, a contaminação acontece durante a cirurgia ou pela ferida, e os germes são virulentos, capazes de causar infecção rápida e intensa. Os mais comuns são o *Staphylococcus aureus* e os BGN, bacilos gram-negativos (bactérias como *Pseudomonas*, *E. coli* e *Enterobacter*, comuns em fraturas expostas e no ambiente hospitalar).
Na infecção tardia, meses depois, predominam germes de baixa virulência, que crescem devagar protegidos pelo biofilme, como os estafilococos coagulase-negativos (da pele) e o *Cutibacterium acnes*.
O tempo também muda a conduta. Na infecção precoce, o biofilme ainda não amadureceu, e é possível fazer limpeza cirúrgica e antibiótico mantendo o implante, se ele estiver firme, até a fratura consolidar. Na tardia, em geral é preciso retirar o implante.
Para identificar o germe, o ideal é colher várias amostras de tecido profundo durante a cirurgia, de preferência antes do antibiótico. Colher secreção da pele ou da fístula com cotonete (swab) é pouco confiável, porque pega germes da superfície.
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