Segundo WEBER, na montagem básica de um fixador externo
- o pino de SCHANZ deve ser colocado com o uso de motores de alta rotação
- a distância entre os pinos de SCHANZ de um fragmento deve ser a maior possível
- a barra de conexão deve estar o mais afastado possível da pele, para aumentar a estabilidade
- os pinos de SCHANZ devem ser colocados à uma distância mínima de 3 cm do foco da fratura e 1 cm da articulação
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Conceito-chave
Weber descreveu regras para montar um fixador externo de forma estável e segura. O fixador prende o osso com pinos de Schanz (pinos rosqueados que atravessam a pele e entram no osso), ligados a uma barra externa.
As regras principais são:
Pinos de um mesmo fragmento o mais afastados possível. Um pino perto da fratura e outro longe dela formam uma base de apoio larga, que resiste bem a dobrar. Pinos juntinhos formam uma base estreita, que gira com facilidade.
Pinos perto do foco, mas fora da zona lesada.
Pinos longe da articulação, a pelo menos 1 a 2 cm dela e fora da cápsula, para não levar infecção para dentro da articulação.
Barra perto do osso, deixando apenas espaço para o inchaço. Quanto mais longe a barra, maior a alavanca e mais o pino dobra.
Pinos grossos, porque a rigidez aumenta muito com o diâmetro.
Na inserção do pino, a regra é usar baixa rotação, perfurar antes e irrigar. A broca em alta rotação esquenta o osso e causa necrose térmica, a principal causa de pinos que afrouxam e infeccionam. Também se usam os "corredores seguros", trajetos que evitam nervos e vasos.
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