Com relação ao uso da cintilografia óssea com tecnécio é CORRETO afirmar:
- O estudo em três fases aumenta a sensibilidade e a especificidade do teste
- A fase de fluxo mostra a distribuição do radioisotopo no espaço extracelular
- A fase de equilíbrio é semelhante ao angiograma vascular e mostra o fluxo sanguíneo no osso
- A fase retardada mostra a atividade osteoblástica, após a excreção renal da maloria do isotopo
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Conceito-chave
A cintilografia óssea usa uma substância marcada com tecnécio, um material radioativo que se fixa ao osso que está se formando. Ela pode ser feita em três fases, e cada uma mostra uma coisa diferente:
Fase de fluxo (ou angiográfica): nos primeiros segundos depois da injeção. Mostra a passagem do material pelos vasos, como uma angiografia. Indica o fluxo de sangue na região.
Fase de equilíbrio (ou *blood pool*): nos primeiros minutos. O material se espalha pelos tecidos, no espaço extracelular. Mostra áreas de hiperemia e inflamação, inclusive de partes moles.
Fase tardia: duas a quatro horas depois. A maior parte do material que estava circulando já foi eliminada pelos rins. O que sobra está fixado ao osso e mostra a atividade osteoblástica, ou seja, onde o osso está sendo formado com mais intensidade.
Fazer as três fases aumenta principalmente a especificidade, ajudando a diferenciar doenças. Por exemplo, a osteomielite (infecção do osso) aparece positiva nas três fases, enquanto a celulite (infecção da pele e do tecido abaixo dela) aparece nas duas primeiras, mas pouco na tardia, porque o osso não está doente. A sensibilidade já é alta só com a fase tardia.
Às vezes se acrescenta uma quarta fase, 24 horas depois, que melhora o contraste entre o osso e as partes moles.
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