Na fratura diafisária do osso longo com traço transverso, a razão de deformação (strain), em relação ao traço multifragmentado, é
- maior, sendo melhor indicado estabilização relativa.
- menor, sendo melhor indicado estabilização relativa.
- maior, sendo melhor indicado estabilização absoluta.
- menor, sendo melhor indicado estabilização absoluta.
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Conceito-chave
Perren explicou por que diferentes fraturas precisam de diferentes tipos de fixação usando o conceito de deformação (*strain*). A deformação é a variação do tamanho da fenda entre os fragmentos dividida pelo tamanho inicial dessa fenda. Cada tecido aguenta uma deformação máxima diferente: o tecido de granulação, que surge no começo da consolidação, tolera muita deformação; a cartilagem tolera menos; e o osso tolera muito pouco.
Fratura transversa. Há uma única fenda, estreitíssima. Qualquer pequeno movimento entre os fragmentos representa uma variação enorme em relação ao tamanho dessa fenda. A deformação é alta, acima do que o osso aguenta, e o calo não consegue se formar. Por isso, a fratura transversa precisa de estabilidade absoluta: compressão entre os fragmentos que elimina a fenda e o movimento, e o osso consolida diretamente.
Fratura multifragmentar. O mesmo movimento se divide entre várias fendas. Em cada uma, a deformação é baixa. Essa fratura tolera e até se beneficia de estabilidade relativa (como haste intramedular ou placa em ponte), que permite um pouco de movimento e consolida formando calo.
O erro clássico é usar estabilidade relativa (por exemplo, placa em ponte) numa fratura simples, com uma fenda: a deformação fica alta e o resultado pode ser uma pseudartrose.
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