Na infecção pós-osteossíntese, a maturação do biofilme está relacionada à deposição de
- fibronectina.
- fibrinogênio.
- proteoglicano.
- matriz exopolissacarídea.
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Conceito-chave
O biofilme é a forma como as bactérias se protegem sobre um implante metálico (placa, haste, prótese). Ele se forma em etapas:
Condicionamento. Logo depois da cirurgia, o metal é recoberto por proteínas do próprio paciente, como fibronectina, fibrinogênio e colágeno.
Adesão. As bactérias se prendem a essas proteínas, primeiro de forma frouxa (reversível), depois firme (irreversível).
Maturação. As bactérias presas produzem uma matriz exopolissacarídea, uma espécie de gel de açúcares (também chamado glicocálix), e passam a viver dentro dela, em comunidade, com metabolismo muito reduzido. É essa matriz que define o biofilme maduro.
Dispersão. Grupos de bactérias se soltam e vão colonizar outros lugares.
O biofilme maduro é um grande problema. A matriz dificulta a chegada do antibiótico e das células de defesa até as bactérias. E bactérias "adormecidas" toleram doses de antibiótico muito maiores do que as que vivem soltas.
Por isso, a infecção crônica em torno de um implante geralmente exige retirar o implante. Já na infecção precoce, antes de o biofilme amadurecer, é possível tentar limpar cirurgicamente e manter o implante, se estiver firme.
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