Na lesão por mina terrestre, lacerações na coxa provocadas por estilhaços e não por efeito direto da explosão localizam-se, segundo NECCHAEV e colaboradores, na zona
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Conceito-chave
A explosão de uma mina terrestre sob o pé produz um padrão de lesão característico, que sobe pela perna em faixas. Nechaev e colaboradores descreveram essas faixas como zonas, da mais próxima do ponto da explosão (distal) para a mais distante (proximal):
Zona 1, de dispersão ou pulverização: junto ao ponto de detonação. Os tecidos são destruídos por completo, pulverizados.
Zona 2, de avulsão: logo acima. É onde acontece a amputação traumática, com tecidos arrancados e muito danificados.
Zona 3, de contusão: mais acima, na perna ou na coxa. Aqui as lesões não vêm do efeito direto da explosão, mas dos fragmentos e estilhaços projetados (pedaços da mina, do calçado, terra, ossos), que cortam e penetram os tecidos.
Zona 4, de comoção: a mais alta, com efeito concussivo da onda de choque, sem laceração direta.
A grande lição cirúrgica é que o dano vai muito além do que se vê na pele. Fragmentos e contaminação sobem pelos planos entre os músculos. Por isso, o tratamento exige limpezas cirúrgicas repetidas, amputação num nível em que o tecido está realmente vivo e fechamento da ferida adiado, porque o risco de infecção é muito alto.
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