A osteomielite hematogênica aguda do terço proximal do fêmur apresenta maior possibilidade de evolução para osteonecrose da epífise na faixa etária entre
- zero e 18 meses.
- 18 meses e 3 anos.
- 3 e 6 anos.
- 6 e 12 anos.
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Conceito-chave
A cabeça do fêmur da criança fica na epífise, separada do colo (a metáfise) pela placa de crescimento (fise). A osteomielite hematogênica aguda, infecção do osso que chega pelo sangue, começa na metáfise. O risco de ela destruir a cabeça do fêmur depende da idade.
Até cerca de 18 meses, existem vasos que atravessam a fise, ligando a circulação da metáfise à da epífise. Por esses vasos, a infecção pode chegar à cabeça do fêmur e destruir o sangue que a irriga, levando à osteonecrose (morte do osso por falta de sangue). Depois dessa idade, esses vasos desaparecem e a fise passa a funcionar como barreira, e o risco cai.
O quadril tem ainda um agravante: o colo do fêmur fica dentro da cápsula da articulação. A infecção do colo pode romper para dentro da articulação, formando pus sob pressão. Essa pressão comprime os pequenos vasos que sobem pelo colo até a cabeça (vasos retinaculares), cortando ainda mais o sangue.
No bebê, as sequelas podem ser graves: destruição e necrose da cabeça do fêmur, luxação do quadril, parada do crescimento e diferença de comprimento entre as pernas. Existem classificações próprias para essas sequelas, como as de Choi e de Hunka.
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