As lesões musculares são mais comuns em músculos
- monoarticulares e naqueles com predominância de fibras tipo I.
- biarticulares e naqueles com predominância de fibras tipo I.
- monoarticulares e naqueles com predominância de fibras tipo II.
- biarticulares e naqueles com predominância de fibras tipo II.
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Conceito-chave
As lesões musculares por estiramento (as "distensões") não acontecem por acaso em qualquer músculo. Dois fatores aumentam muito o risco.
Músculos biarticulares. São músculos que cruzam duas articulações, como o reto femoral (quadril e joelho), os isquiotibiais (quadril e joelho) e o gastrocnêmio (joelho e tornozelo). Eles podem ser esticados nas duas pontas ao mesmo tempo. Por exemplo, os isquiotibiais ficam muito alongados quando o quadril está dobrado e o joelho esticado, como no fim da passada de uma corrida. Assim, chegam ao limite com mais facilidade.
Músculos com predomínio de fibras tipo II. O músculo tem dois tipos principais de fibras. As tipo I são lentas, resistentes ao cansaço, usadas em atividades longas. As tipo II são rápidas e potentes, usadas em arranques e saltos. As fibras rápidas sofrem mais na contração excêntrica, quando o músculo faz força enquanto está sendo alongado, que é o momento típico da lesão.
Assim, o perfil de risco é um músculo biarticular, rico em fibras rápidas, fazendo contração excêntrica num esporte de velocidade.
Outros fatores também pesam: lesão anterior no mesmo músculo (o maior preditor de todos), cansaço, aquecimento ruim, desequilíbrio de força, pouca flexibilidade e idade. O local mais comum da lesão é a junção miotendínea, onde o músculo se transforma em tendão.
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