No tratamento da infecção pós-osteossíntese, o uso local de antibiótico associado ao polimetilmetacrilato (cimento) requer que a droga escolhida seja:
- termolábil
- lipossolúvel
- termoestável
- hidrossolúvel
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Conceito-chave
No tratamento de infecções ósseas, especialmente depois de uma osteossíntese, um recurso é misturar antibiótico ao cimento ósseo (polimetilmetacrilato, o mesmo usado para fixar próteses). O cimento funciona como um reservatório que vai liberando o antibiótico no local, em concentrações muito maiores do que as alcançadas pelo antibiótico na veia.
Para isso funcionar, o antibiótico precisa ter algumas características:
Ser termoestável. Quando o cimento endurece (polimeriza), a reação libera calor e a temperatura passa de 80 graus. Um antibiótico que se destrói com o calor (termolábil) seria inativado. Essa é a resposta do gabarito.
Ser hidrossolúvel. Para sair do cimento e chegar aos tecidos (eluir), o antibiótico precisa se dissolver no líquido do corpo. Um antibiótico que só se dissolve em gordura ficaria preso no cimento.
Estar em pó. Antibiótico líquido enfraquece o cimento.
Ter espectro adequado contra os germes prováveis e baixo risco de alergia.
Os mais usados na prática são a vancomicina, a gentamicina e a tobramicina, muitas vezes combinados. O cimento com antibiótico pode ser usado como espaçador numa prótese infectada, como pérolas num colar dentro do osso ou na técnica de Masquelet, em que o cimento ocupa uma falha óssea e induz uma membrana que depois recebe enxerto.
A hidrossolubilidade também é um requisito real, e por isso a questão tem um aviso.
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