No alongamento dos membros utilizando fixador externo, os tecidos que apresentam melhor capacidade de metaplasia e diferenciação estão na seguinte ordem:
- ósseo, muscular, ligamentar e tendíneo.
- ósseo, muscular, tendíneo e ligamentar.
- muscular, ósseo, ligamentar e tendíneo.
- muscular, ósseo, tendíneo e ligamentar.
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Conceito-chave
No alongamento de membros com fixador externo, o cirurgião corta o osso e o fixador vai afastando as pontas aos poucos. Ilizarov mostrou que essa tensão lenta e contínua estimula os tecidos a crescer: é o chamado efeito tensão-estresse, ou histogênese por distração. Mas cada tecido responde de um jeito, com maior ou menor capacidade de se adaptar e formar tecido novo.
A ordem, da maior para a menor capacidade, é:
Ósseo: o osso responde da forma mais previsível e organizada. O espaço entre as pontas é preenchido por osso novo (o regenerado).
Muscular: o músculo acompanha bem, criando novas unidades contráteis (sarcômeros) para se alongar.
Ligamentar: os ligamentos se adaptam menos.
Tendíneo: o tendão é o que tem menor capacidade de se alongar.
A consequência prática é que, no alongamento, os tecidos moles limitam mais que o osso. Os problemas típicos são contraturas (no alongamento da tíbia, o pé tende a ficar apontado para baixo, em equino; no do fêmur, o joelho tende a ficar dobrado), subluxações das articulações vizinhas e lesão de nervo por estiramento. Por isso, o alongamento exige fisioterapia diária, órteses e, às vezes, alongamento cirúrgico de tendões.
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